sexta-feira, 30 de novembro de 2012

31 dias para 2013

Ola_dezembro

Olá dezembro, o ano está chegando ao fim... Passou muito rápido, e 31 dias em vista dos 334 anteriores, não parece ser muita coisa. Novembro não foi o melhor mês deste ano, mas espero sinceramente que dezembro seja diferente, que dezembro traga consigo boas novas, e que seja um belo encerramento para este ano, porque vou contar uma coisa, tá sendo uma loucura.

 

meryl streep - the winner takes it all

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

vivendo entre os mortais

Uriel

Em suas andanças, Uriel alcançou as regiões quentes da Arábia, onde o sol era tão escaldante, que a população da cidade onde ele decidiu manter residência, ficava dentro de casa o dia inteiro. Portas e janelas permaneciam fechadas sem a menor fresta. Era como se todos os habitantes das casas estivessem dormindo, ou então não estivessem dentro delas, mas isso era impossível, pois o celestial conseguia sentir a presença dos humanos naquele lugar.

Além disso, a rua estreita de casas altas como pequenos prédios, onde ele morava, fora construída de tal maneira que a réstia de sol não se movia lá dentro de manhã à tardinha.

Mas tudo mudava no momento em que o sol desaparecia no horizonte.

Ele se divertia vendo aquilo. Quando sentia o ar fresco da noite, o serafim saía ao terraço, as estrelas surgiam aos poucos no maravilhoso céu noturno, ao se espreguiçar sentindo a noite, Uriel tinha uma leve noção do que era estar vivo.

As pessoas eram todas muito bonitas, seus cabelos eram negros e lisos, os olhos eram grandes, redondos e castanhos, e a pele era de mogno, os homens usavam pesadas roupas de cores claras e sóbrias as cores mais comuns eram os tons pastéis, enquanto as mulheres usavam roupas mais leves e muito coloridas, e como adorno elas se enfeitavam com muito ouro, colares, anéis, pulseiras, tudo muito reluzente. 

Nos terraços das casas haviam postes improvisados, que eram longos pedaços de madeira que ficavam em pé e presas ao topo haviam candeias acesas, em cada um dos terraços haviam pelo menos cinco destes postes improvisados, as famílias se reuniam para comer e conversar, enquanto no nível da rua, os comerciantes anunciavam seus produtos e barganhavam com os clientes o valor de cada item que vendiam. Todas as noites pareciam ser festa, havia muitas risadas, muita conversa, o soukh era vasto e farto de todo tipo de mercadoria, tudo podia ser encontrado no grande mercado, desde que você soubesse o que e onde procurar.

Bem no meio desse lugar estava Uriel, ele se destacava no meio do povo, era mais alto que os homens daquele lugar, sua pele era muito clara, os cabelos e os olhos eram mais negros do que os de qualquer homem ou mulher daquela região. Ele estava sempre vestido com uma túnica da cor da noite, e quando descia ao soukh as pessoas sempre paravam para vê-lo, todos ficavam muito curiosos, pois até o momento nunca haviam encontrado um homem de pele clara como o mármore. Quando andava pelas ruas, as pessoas corriam para as janelas e as portas, as crianças o seguiam tão d eperto quanto seus pais permitiam, as mulheres escondiam o rosto deixando escapar alguns risinhos abafados, e os homens sussurravam todo tipo de histórias sobre o homem estrangeiro.

(...)

Uriel seguia todos os costumes daquele povo fasciante, ele ia à mesquita para fazer suas orações, e participava de todos os rituais religiosos, quando recebia convites de vizinhos - que faziam um esforço enorme para passar por cima do receio e estender a mão amiga para o celestial - para comparecer a festas que as pessoas davam, ele fazia questão de ir, e quando lhe perguntavam de onde ele vinha, ele sorria e dizia sempre a mesma coisa: "De um lugar muito alto e muito longe daqui...". Uriel era sempre muito educado, e um dos seus prazeres era comer e dormir, para ele que era um serafim, essas duas ações eram um luxo do qual podia dispor tranquilamente.

Sua vida seguia em paz, os ceifeiros se ocupavam em fazer o trabalho do celestial, e ele procurava estar o mais perto possível dos humanos; aos poucos ele descobria o pazer em existir, ainda sem conhecer os sentimentos que destacavam a humanidade, o serafim aproveitava ao máximo tudo o que estava ao seu alcanse.

 

__ Trecho de "As crônicas de Uriel"

 

cássia eller - as coisas tão mais lindas

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 Entre as coisas mais lindas que eu conheci 
 Só reconheci suas cores belas quando eu te vi 
 Entre as coisas bem-vindas que já recebi 
 Eu reconheci minhas cores nela, então eu me vi  

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

zélia duncan - não vá ainda

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 Por favor não vá ainda 
 Espera anoitecer
 A noite é linda
 Me espera adormecer 
 Não vá ainda 

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zélia duncan - jura secreta

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 Só uma coisa me entristece 
 O beijo de amor que não roubei  
 A jura secreta que não fiz
 A briga de amor que não causei 

cássia eller - luz dos olhos

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 Cartazes te procurando 
 Aeronaves seguem pousando 
 Sem você desembarcar  
 Pra eu te dar a mão nessa hora
 Levar as malas pro fusca lá fora

 Eu vou guiando  
 Eu te espero vem
 Siga aonde vão meus pés
 Porque eu te sigo também 

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#40

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Não se engane, 
sempre haverá motivos
para sorrir. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

brenda russel - piano in the dark

 I know, caught up in the middle 
 I cry just a little 
 When I think of letting go 
 Oh no, gave up on the riddle 
 I cry just a little 
 When he plays piano in the dark  
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

hoje..

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Hoje não me sinto bem, mas não quer dizer que eu queira sentar e "desabafar"... Hoje não me sinto contente comigo mesmo ou com o mundo. Hoje não estou com saco para tolerar coisas pequenas, hoje quero me sentar diante de um livro ou de uma janela e me presentear com um breve, mas duradouro, momento de paz. Hoje quero sorrir de algo simples, hoje não quero complicações, não quero dissecar assuntos ou pessoas complexas, hoje quero permitir que o trivial tome algumas horas do meu dia. Hoje quero o comum, quero o básico, quero o nostálgico... Hoje quero curtir meu momento solitário sem descartar a possibilidade de ter uma boa companhia com quem sei que poderei trocar algumas palavras, caso haja a remota chance de alguém dizer algo interessante... Hoje eu quero ter a chance de precisar de alguém, hoje quero ser amparado... hoje quero não precisar me importar com nada...... hoje quero a rotina.

Hoje quero a vida acontecendo... muito longe de mim.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

caindo... de preferência de um lugar muito alto

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Quando decido embarcar em um relacionamento, eu simplesmente me jogo, sem me importar com o que me espera lá em baixo, quero apenas aproveitar a queda, não ligo para o tempo que vou gastar caindo, apenas espero estar certo de que me joguei do quingentésimo andar, e não do segundo. É claro que eu torço para não me estatelar no chão, mas às vezes isso é inevitável...

play list do dia

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  1. Jason Mraz - I Won't Give Up
  2. Adele - Someone like you
  3. John Mayer - Shadow days
  4. Blind Melon - Change
  5. Amy Winehouse - Back To Black
  6. Bruno Mars - The Lazy Song
  7. OneDirection - Secrets
  8. Playing for change - Better man
  9. David Guetta feat. SIA - Titanium
  10. Elliott Smith - Georgia, Georgia
  11. Fun. Ft. Janelle Monáe - We Are Young
  12. Playing for change - Stand by me
  13. Jessie J - Laserlight
  14. John Mayer - Queen Of California
  15. Red Hot Chili Peppers - Did I Let You Know (This I Know)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

uma dica sobre o signo de touro

Touro

Este é um signo de posse. Para conquistar uma pessoa de touro você deve se mostrar fiel e presente. Nada de muita simplicidade nos presentes, nos jantares e nos afetos, pois esse é um signo guloso em todos os sentidos. Sensualidade deve ser prioridade, nada de carinhos tímidos. O romantismo deve estar presente em todos os momentos e nem tente olhar ou falar de outro “alguém” ao seu lado. Ciúme e possessividade são suas principais características.

As coisas não são bem assim. Ciúme e possessividade não são as principais características de um taurino, muito pelo contrário, nossa principal característica é saber o valor do próximo e também não cometermos a burrada de perdê-los por qualquer motivo besta. Seja sim fiel e presente, mas não se engane achando que apesar dessas duas exigências, nós taurinos somos carentes, porque isso não é verdade, apenas gostamos de companhia, mas há momentos que simplesmente sua presença dá nos nossos nervos, então cuidado viu... Sensualidade é um breve caso a parte, já que o signo de touro é MUITO "quente", tudo na hora certa e na medida certa é bem vindo, mas sozinhos... aí o forno esquenta. O romantismo está sim sempre presente, e sinceramente, não precisa ser taurino pra não gostar quando a pessoa que está com vc fala de outro, é chato isso, não é verdade? A diferença é que alguns taurinos ficam emburrados, outros ñ comentam, outros levam numa boa, porque sabemos que somos melhores, já que a pessoa está conosco. Sobre presentes... muita gente diz que o taurino gosta do luxo e coisa e talz, siguinte: não tem nada a ver MESMO!!! O taurino é fácil de agradar, ñ importa qual seja  presente, desde que seja de coração, pode ser até uma cartela de adesivos, mas que seja um presente sincero, não tem que ser perfeito, não tem que ser caríssimo, tem que ser de coração. E pelo amor de Deus, parem de dizer que o taurino é teimoso! Ele é obstinado, não discuta, porque se dissermos que A e B são a mesma coisa, é porque temos certeza absoluta do que estamos falando, e se não for o certo então deixa pra lá, uma hora ou outa vamos descobrir, não é verdade? E só mais uma última coisinha... o taurino é sentimentalista, gostamos de falar sobre sentimentos, somos fortes, duros, mas isso é apenas para sobrevivermos, por dentro normalmente ficamos arrasados como uma cidade após a guerra. Lembrem-se sempre disso.

onerepublic - secrets

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 Diga-me o que quer ouvir 
 Algo que agradará aos seus ouvidos 
 Cansado de toda essa insinceridade
 Então abrirei mão de todos os meus segredos
 Dessa vez 
 Não preciso de outra mentira perfeita 
 Não me preocupu se as críticas nunca aparecem de uma só vez 
 Eu estou me desfazendo de todos os meus segredos.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

uma repórter em Cabul e o retrato de um livreiro

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Campeão nas listas de mais vendidos em todo o mundo, trazido para quarenta países, O Livreiro de Cabul foi considerado pela crítica um dos melhores livros de reportagem sobre a vida afegã depois da queda do Talibã. Após conviver três meses com o livreiro, Sultan Khan, em Cabul, a jornalista norueguesa Asne Seierstad compôs este retrato das contradições extremas e da riqueza daquele país. Por mais de vinte anos, Sultan Khan enfrentou as autoridades para prover livros aos moradores de Cabul, e assistiu aos soldados talibãs queimarem pilhas e pilhas de livros nas ruas. Por meio de uma narrativa envolvente, Asne Seierstad dá voz à fam´lia Khan, apresentando uma coleção de personagens comoventes que reflete as desigualdades do Afeganistão.

Este é o tipo de livro que gera inúmeras divergências de opiniões, por um lado vemos uma estrangeira em um país com uma cultura completamente diferente da qual ela está acostumada, vemos tudo o que ocorre através dos olhos e da percepção desta jornalista, que denuncia várias casos que ocorrem dentro da família Khan, que, assim como qualquer família, também está sujeita a altos e baixos. O livreiro de Cabul, não é um livro que denuncia apenas uma família, ele denuncia um povo, uma cultura, séculos de tradições, o que Asne faz não é apenas descrever o dia a dia de uma família, ela conta em detalhes, o sofrimento de mulheres que são caladas por seus maridos e familiares.

Não posso dizer muito sobre esse livro sem dar spoiler, mas posso garantir que ele no mínimo irá chocá-lo... Nós, ocidentais, temos uma visão a respeito do povo do Oriente Médio, aquela visão comercial que nos passam, de mulheres usando burcas pelas ruas e de homens trabalhando em seus negócios, é desmantelada por Asne, que ao mesmo tempo em que rasga esse quadro que temos em mente, ela pinta um novo quadro muito mais interessante.

Sem dúvida eu recomendo este livro.

frases do eterno vagabundo

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A única coisa tão inevitável quanto a morte, é a vida.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

#39

Se é seu amigo, então ele pode errar 100 vezes com você, e em todas as 100 vezes você deve perdoar, pois se não perdoar, você estará errando uma vez a mais que ele.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Terry Pratchett - Eric

Há muito tempo eu quero criar um Tag apenas para comentar sobre os livros que eu leio, bem, finalmente consegui, aqui vai a primeira postagem, um ótimo livro para uma noite de insônia.

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Sinopse: Eric é um demonólogo de 13 anos de idade com grandes pretensões. Seu maior problema talvez seja nunca ter de fato evocado um demônio. Quando parece que finalmente conseguiu, dá de cara com um certo mago e sua terrível acompanhante. E isso é só o começo da encrenca. O rei dos demônios tinha planos para o garoto e não aceitará passivamente essa interferência. Logo Eric, Rincewind e sua inseparável Bagagem serão obrigados a lidar com tribos primitivas, guerras sem sentido e um tipo diferente de inferno. Afinal de contas, o jovem demonólogo ignorou uma única precaução elementar: muito cuidado com o que deseja!

Com um humor sagaz e uma pitada de loucura, Terry Pratchett transforma um clássico da literatura em uma história fantasticamente "classuda". De início temos Eric, um molengão de 13 anos, que aparentemente lembra muito um velho encarquilhado que anda curvado e tem a pele cinzenta, com alguns pequenos detalhes que desfazem a primeira impressão: Eric não é uma pessoa enrugada e ele usa uma barba falsa. Logo em seguida rencontramos Rincewind que havia desaparecido no fim do livro O Oitavo Mago, e por sorte ele não morreu. Em poucas palavras, Rincewind é um mago obtuso e muito bisonho e tem uma espetacular habilidade em fugir de qualquer situação complicada, apesar de ser um mago, ele não consegue fazer magia nenhuma, pois uma das magias mais poderosas que criaram o Discworld entrou na cabeça dele e impede que ele aprenda qualquer magia, desde a mais simples até a mais complexa, em algumas osasiões nos livros anteriores essa magia já atuou para salvar a vida de Rincewind, mas isso é muito raro.

Quando Rincewind aparece dentro de um círculo de evocação traçado no chão do quarto de Eric, ele jamais imaginaria que acabaria se metendo em uma confusão tão grande que o conduziria até o submundo das almas condenadas, onde as torturas mais cruéis são inúmeras declarações sobre a política da empresa em várias cópias... Sabendo que tem direito a 3 desejos, Eric abusa da paciência de Rincewind desejando coisas um pouco fora da realidade, e a partir desses três desejos a vidinha entediante do jovem demonólogo, e a busca pela paz do velho mago acabam se transformando em uma corrida desenfreada para escapar de povos primitivos que desejam sacrificá-los, de soldados que lutam em uma guerra por uma jovem donzela que foi sequestrada (eu conheço essa história!!!) e do próprio Novo Rei dos Demônios, que vestido com seu colã vermelho com capuz de chifrinhos e armado com um tridente, está disposto a segui-los até os confins do universo para recuperar a alma de Eric, que ele tanto queria dominar.

Eric é um livro curto, em apenas 125 páginas você pode chorar de rir, se surpreender com as políticas infernais e dar graças por nunca precisar cruzar o caminho com a Bagagem.