Campeão nas listas de mais vendidos em todo o mundo, trazido para quarenta países, O Livreiro de Cabul foi considerado pela crítica um dos melhores livros de reportagem sobre a vida afegã depois da queda do Talibã. Após conviver três meses com o livreiro, Sultan Khan, em Cabul, a jornalista norueguesa Asne Seierstad compôs este retrato das contradições extremas e da riqueza daquele país. Por mais de vinte anos, Sultan Khan enfrentou as autoridades para prover livros aos moradores de Cabul, e assistiu aos soldados talibãs queimarem pilhas e pilhas de livros nas ruas. Por meio de uma narrativa envolvente, Asne Seierstad dá voz à fam´lia Khan, apresentando uma coleção de personagens comoventes que reflete as desigualdades do Afeganistão.
Este é o tipo de livro que gera inúmeras divergências de opiniões, por um lado vemos uma estrangeira em um país com uma cultura completamente diferente da qual ela está acostumada, vemos tudo o que ocorre através dos olhos e da percepção desta jornalista, que denuncia várias casos que ocorrem dentro da família Khan, que, assim como qualquer família, também está sujeita a altos e baixos. O livreiro de Cabul, não é um livro que denuncia apenas uma família, ele denuncia um povo, uma cultura, séculos de tradições, o que Asne faz não é apenas descrever o dia a dia de uma família, ela conta em detalhes, o sofrimento de mulheres que são caladas por seus maridos e familiares.
Não posso dizer muito sobre esse livro sem dar spoiler, mas posso garantir que ele no mínimo irá chocá-lo... Nós, ocidentais, temos uma visão a respeito do povo do Oriente Médio, aquela visão comercial que nos passam, de mulheres usando burcas pelas ruas e de homens trabalhando em seus negócios, é desmantelada por Asne, que ao mesmo tempo em que rasga esse quadro que temos em mente, ela pinta um novo quadro muito mais interessante.
Sem dúvida eu recomendo este livro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário